Estamos na era do politicamente correto. Na era da complacência, da tolerância, da aceitação. Estamos na era do conhecimento...Conhecimento...
Conhecer o quê? Onde? Por quê? Quando?
Estou assistindo televisão agora... e, pasmo, vejo opiniões sobre o comportamento humano, preocupações ‘importantes’ sobre uma novela, verdadeira mania nacional, sob a égide da mídia, apresentadores, políticos, psicólogos, artistas, psiquiatras e demais humanos que querem e ou precisam tirar vantagens (escusas e não) dessa era do conhecimento, da aceitação, do politicamente correto.
Comento isto, e me dizem que sou muito reparador... levo tudo a ferro e fogo. Levo a vida muito a sério.
Engraçado... Se a vida, além de ser vivida com o maior prazer possível, não é para ser levada a sério, faremos o que? Se a vida, além de ser vivida com paixão, não é para se reparar no que nos passam e demonstram, faremos o que? Dar glamour ao que se acha complacência, tolerância, aceitação?! Apenas porque estamos na era do conhecimento?? Conhecimento de quê? Onde? Por quê? De quem?... Que interesses? Que ‘teoria da conspiração’ está na sombra disso tudo?!
Nós, brasileiros, damos glamour às coisas, pessoas, aos políticos, povos, aos bandidos... Acho que, sem sombra de dúvida, somos da era da complacência, da tolerância, da aceitação.....
Conhecer a globalização, os preceitos da economia mundial e das relações internacionais é muito importante, especialmente num país de todas as raças e todas as moedas. Estamos na era do conhecimento. Conhecer dólares, pesos, iens, euros, dracares, liras, libras... especialmente num país de todas as raças e todas as moedas... Afinal, globalização nos olhos dos outros é refresco.
Até quando seremos o país do tentar ser engraçado? Até quando seremos o país do tentar ser politicamente correto? Até quando seremos complacentes, tolerantes, aceitando todo tipo de estereótipo que as novelas nos impõem?
A Vida deveria ser boa àqueles que são abertos a sensações inteiras, verdadeiras, levadas a sério, com paixão. Ou seremos, sempre, o país do engraçado, politicamente impune?
Num mundo de tanta desonestidade, ainda vale a pena ser honesto?
Talvez pela desproporção de rendas, talvez pela formação imperialista, o terceiro mundo tem na desonestidade uma qualidade dos grandes heróis. É comum, tanto quanto humilhante, ver-se a expressão “o mundo é dos espertos” associada a um sentimento de vitória, qualificando como esperteza o ato de espoliar. No nosso mundo, este mundo, este país, esta “Belíndia”, a nossa Índia trabalha, paga impostos, anda de ônibus, ou simplesmente anda, é sócia de algum sistema bancário de financiamento ou de qualquer outro arrendatário, para que a nossa Bélgica possa viajar, enviar dólares, elaborar planos, anunciar candidaturas, administrar elefantes brancos, e sorrir com impressão de esperteza e do dever cumprido. Abre-se o jornal, liga-se a TV e, entre uma coluna social e alguma catástrofe climática, o que se vê são ‘espertos’ que ganharam o mundo, que fizeram suas vitórias galgando os caminhos dos entendimentos, das conversações e dos tapinhas nas costas.
O trabalho afunda o assalariado e a honestidade o açoita entre dividas e mídia! E, o que parece importante são comportamentos de personagens de novela...
A velha (e infalível) política do “pão e circo”!
Sei que terei muito a explicar, justificar, quando for! Mas, pasmo, vejo frases consolidadas como “o que se leva da vida é a vida que se leva”...
Não me importo muito em ‘levar’ alguma coisa... prefiro pensar que “o que se leva da vida é a vida que se deixa”...
Fazer minha parte!
Deixar meu rastro, minha pegada, o menos incomodar possível... em todos os níveis!! Por nós. Nosso Planeta. Pela magnitude de um verdadeiro País. Um chão. Pela imposição sagrada da virtude. Pela certeza de, ao sairmos deste terceiro mundo ou deste mundo, estaremos, de alma lavada e com impressão da verdadeira esperteza, do verdadeiro dever cumprido. Da perpetuidade das gerações...
Estamos na era do conhecimento!
Conhecimento...
Conhecer o quê? Onde? Por quê? Quando? Até quando? Pergunte-se!!?
Assim, por tudo, ainda vale a pena ser honesto?
Ainda vale a pena ser honesto...
Honesto para simplesmente sorrir largo, sentir que ao sair daqui deixará um Mundo melhor que encontrou, menos agressivo, mais habitável, mais real... e dormir a sono solto, sem ágio... sem Zé... sem dias... cem dias... ou mais...
Boa Vida aos verdadeiros Bons Humanos!















